Nos dias 21 e 22 de março, a encenadora Zia Soares estreia “ARUS FEMIA”, no Teatro Campo Alegre. Um espetáculo inspirado nas mulheres guineenses e que conta com música de Xullaji. Além do espetáculo, o projeto integra ainda um filme e uma conferência sobre a história do arroz africano no mundo ocidental.
Na sexta-feira, dia 21, e no sábado, 22 de março, Zia Soares estreia “ARUS FEMIA” no Teatro Campo Alegre.
Este espetáculo, cujo título se escreve em crioulo guineense e se traduz para português como “arroz fêmea”, inspira-se nas mulheres guineenses que há 400 anos foram forçadas a fazer a travessia para o continente americano em navios negreiros, escondendo sementes de arroz negro nos cabelos trançados, como estratégia de sobrevivência.
Em solos americanos as mulheres agitaram as suas cabeças, libertando as sementes e fecundando a terra. Até hoje, nas Américas, abunda esta variedade de arroz: o arroz negro.
“ARUS FEMIA” é um projeto que se iniciou há dois anos e levou elementos da equipa artística para territórios rurais, onde parte do processo de investigação aconteceu junto de comunidades locais do interior da Guiné-Bissau.

Agora, o espetáculo é levado a cena por 8 intérpretes e conta com música de Xullaji e movimento coreográfico de Vânia Doutel Vaz. É apresentado no Auditório do Teatro Campo Alegre na sexta-feira, 21 de março, às 19h30, e no sábado, 22 de março, às 21h30.
Com o objetivo e aprofundar as questões relacionadas com as migrações humanas e botânicas e a soberania alimentar, no sábado haverá a conferência “Arroz Africano no Mundo Atlântico”, desta vez, no Pequeno Auditório do Rivoli.
Das 14h30 às 17h00, esta conferência irá abordar a história do arroz africano no mundo Atlântico e explorar o protagonismo das mulheres escravizadas no estabelecimento deste alimento africano nas Américas.
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A sessão conta com a exibição da curta-metragem “Bu simentera i di nundé? [De onde vem a tua semente?]”, de António Castelo e Lentim Nhabaly.
Segue-se uma conversa entre Judith Carney e José Filipe Fonseca, em inglês e português, moderada por Erikson Mendonça, que será posteriormente aberta ao público.
Esta conferência é de entrada gratuita, mediante levantamento do bilhete no próprio dia da sessão, a partir das 11h00, nas bilheteiras físicas e online do TMP.
Toda a programação está disponível em www.teatromunicipaldoporto.pt.