12/10/2026

Patente desde julho, “Cultura do Corpo: Edição Porto”, de Augustas Serapinas, pode ser visitada até 18 de outubro, data que marca também o fim da instalação “Partilhar”, de Pia Camil, no espaço exterior da GMP. Já “Para Voz” de Lydia Ourahmane, pode ser vista até domingo, 25 de outubro, contando com uma ativação no sábado que antecede o fecho. 

 

A assinalar a estreia de Augustas Serapinas em território português, “Cultura do Corpo” dá continuidade ao trabalho que o artista lituano tem feito em torno das interseções entre a história da arte e a representação do corpo.

 

Resultado de uma parceria com o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), nesta “Edição Porto” o piso principal da GMP foi transformado num ginásio/atelier de pintura, através de uma instalação de grande escala, em que os diferentes equipamentos de exercício físico foram substituídos por réplicas da coleção de escultura do MNSR.

 

Ao longo da sua exibição, muitos têm sido os grupos e indivíduos a participar na sua ativação, quer através da prática de exercício físico, quer através do desenho, cujos resultados podem, inclusivamente, ser apreciados na própria exposição.

 

 

Da autoria de Pia Camil, “Partilhar” ocupa desde maio o espaço exterior da GMP, com obras criadas a partir de t-shirts e calças em segunda mão recolhidas junto de residentes do Porto, num cruzamento entre obra de arte e espaço lúdico.

 

Refletindo as investigações da artista mexicana, focadas nas práticas colaborativas e abordando temas como o mundo da indústria têxtil e a forma como funcionam como repositórios de informações culturais e um retrato da consciência coletiva, desde maio, e ao longo dos meses mais quentes, “Partilhar” tem sido ponto de encontro, espaço de reflexão e contemplação de diferentes públicos que passam pela GMP e jardins do Palácio de Cristal.  

 

Por sua vez, a obra criada pela artista Lydia Ourahmane, em colaboração com a sua irmã, a compositora e música Sarah Ourahmane, para o espaço triangular que constitui o primeiro piso da GMP, permanece em exibição até ao fim de semana seguinte.

 

Escrita para duas cantoras com deficiência visual, a obra consiste numa instalação sonora a partir de uma partitura em braille, integrada diretamente nas paredes da galeria, de forma quase invisível.

 

 

Depois de duas performances – na inauguração e durante a Feira do Livro do Porto –, no dia 24 de outubro, às 15h00, as cantoras Cristina Afonso e Joana Rita Santos regressam à GMP para três momentos de interpretação ao vivo da peça, abertos ao público (às 15h00, 16h30 e 17h30).  

 

A Galeria Municipal do Porto está aberta de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00, e a entrada nas exposições e atividades é gratuita.

 

Mais informações em www.galeriamunicipaldoporto.pt.

 

Fotos: Renato Cruz Santos e Inês Aleixo

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