"O que queres da tua cidade? Serpentear!". Campanha de sensibilização da Serpentina pelo direito ao brincar e pelo direito à cidade surge no mês em que se assinala a Convenção sobre os Direitos da Criança. E porque brincar também se faz com música, o projeto que está a criar um espaço para todos a partir de um parque infantil no Largo Soares dos Reis lançou uma música original da autoria dos Mão Verde, banda composta por António Serginho, Capicua, Francisca Cortesão e Pedro Geraldes.
O foco da campanha são os direitos das crianças, reivindicando a importância do brincar ao ar livre, da mobilidade ativa e da cidade enquanto espaço de lazer e saúde.
O movimento Serpentina reivindica uma cidade viva, verde, livre e suave. Onde o espaço público seja pensado com e para as pessoas, que permita brincadeiras e encontros ao ar livre, em todas as estações do ano. Onde se ouvem menos as buzinas e mais as conversas humanas e não-humanas, com mais árvores e terra fértil para estimular os sentidos de pequenos e grandes e mitigar as alterações climáticas. Onde todos se sentem bem e se expressam como querem, onde o risco e o desafio motor da brincadeira são permitidos e reconhecidos como essenciais ao desenvolvimento das crianças. Uma cidade na qual o tempo é mais humano e justo, onde a infância se cruza com todas as outras gerações e identidades, e nela desenham os seus percursos de forma mais ativa e menos motorizada.
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Com letra e voz da Capicua, o vídeo da campanha foi realizado pelo estúdio de design portuense Macedo Cannatà, com animação de Gustavo Carreio e Matei Monorau. É o laço em volta de um ramalhete desde o início cheio de desenhos, construções e ideias. Como diz a letra da canção: "Quero uma cidade livre, pra poder Serpentear, saltitar, dançar na rua, em qualquer lugar!".
"A Brincadeira está na Rua" integra a Porto Design Biennale e será financiado e realizado pela autarquia.
Texto: Porto.
Fotos: Dinis Santos