A segunda semana do DDD – Festival Dias da Dança, que decorre até 19 de abril, fica marcada por um conjunto de novas criações, com três estreias absoluta e uma estreia nacional, que reforçam a diversidade da programação e o diálogo entre artistas nacionais e internacionais.
Entre os destaques desta segunda semana está “Adorno”, da coreógrafa brasileira Alice Ripoll, que regressa ao festival com uma peça centrada na construção de subjetividades e na relação com o outro no espaço performativo. O adorno, aqui, remete para as escolhas triviais de cada um — pequenos enfeites — ainda que, no Carnaval carioca, se possa agigantar numa composição coletiva. O espetáculo é apresentado nos dias 14 e 15 de abril, às 19h30, no Campo Alegre.
Em estreia nacional, Tânia Carvalho apresenta “O ventre do vulcão”, no Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery. Um solo que convoca o corpo como lugar de escavação e transformação, onde energias reprimidas emergem através do movimento. A peça combina estrutura coreográfica e improvisação, cruzando precisão clássica com elementos caóticos e teatrais e é apresentado nos dias 15 e 16 de abril, às 21h30.

Já “AXIOM CASINO”, de Jonathan Uliel Saldanha, é apresentado nos dias 17 e 18 de abril, no Palácio do Bolhão. Neste novo trabalho, o compositor, artista visual e encenador propõe um universo performativo imersivo, próximo de uma instalação, onde o jogo e a interação colocam em causa relações de poder, ficção e realidade, num dispositivo cénico que cruza som, imagem e presença.
Por fim, a performer portuense Xana Novais estreia “How to Kill… For the Sake of Dying”, no Auditório do Teatro Campo Alegre, nos dias 18 e 19 de abril. Uma criação que explora o corpo como território de disciplina e transformação, convocando referências literárias e visuais num ambiente marcado por intensidade física e imagética. E se George Bataille e Sarah Kane se juntassem para jogar xadrez e decidissem reescrever a história da arte — ou da humanidade — como seria?
Com estas quatro propostas na segunda semana do festival, o DDD reforça, na sua 10.ª edição, o papel enquanto plataforma de criação contemporânea, reunindo propostas que atravessam diferentes linguagens e abordagens ao corpo e à performance.
Até 19 de abril, há ainda muita dança a acontecer em diversos palcos das três cidades coorganizadoras. Toda a programação em http://festivalddd.com.