De uma família ligada ao desporto automóvel, o futuro começou a definir-se muito cedo. Como uma parte do bilhete de identidade, o fascínio pelo automobilismo sempre esteve presente. De um sonho a uma realidade, foram escassos os anos que separaram estas duas condições, sendo que a vontade de ser profissional se tornava cada vez mais presente. Hoje, pensa que poderia ter seguido uma carreira ao mais alto nível, mas não subestima o muito que conquistou e que ainda pensa conquistar. Nuno Batista é mais um dos apoiados pelo Programa de Patrocínio a Atletas de Alto Rendimento e Elevado Potencial Desportivo da Câmara Municipal do Porto.
O que é a vida senão um somatório de circunstâncias, situações e escolhas que nos fazem seguir um determinado rumo? Um contexto que nos afirma na nossa individualidade, um ambiente que nos molda a sermos aquilo em que nos afirmamos. E sermos o que somos advém daquilo que já fomos e daquilo que ambicionamos ser. É um equilíbrio difícil, seguir em busca do objetivo sem esquecermos as nossas bases.
Mas a vida pode ser muitas coisas que nem imaginamos que pudessem ser. Pode ser de uma determinada forma, mas pode ser de outra diametralmente oposta. Tudo depende daquilo que escolhemos e dos caminhos que se abrem à nossa frente.
Nuno Batista é um exemplo de alguém que hoje é reconhecidamente um atleta com percurso feito, mas é alguém que poderia ter sido muito mais, caso algumas das circunstâncias da vida tivessem sido diferentes.
Talvez não se arrependa, mas fica sempre essa ideia do que poderia ter sido de as coisas tivessem corrido de forma diferente.
Piloto de automóveis, sonhou com uma carreira internacional, a ombrear com os grandes nomes do desporto automóvel… podia ter chegado lá, mas hoje, admite, o sonho já ficou lá atrás.
Fica feliz com o que construiu, com o que conseguiu e aquilo que podia ter sido já não lhe tira o sono.
O que poderia ter sido? Não importa a resposta. O mais importante é, no final, sabermos que fizemos as coisas bem feitas, com a cabeça no lugar e com o valor sempre bem presentes.
No final, importa que tenhamos a consciência tranquila de que as coisas aconteceram porque tinham de ser assim. E não há mágoa com isso.
O episódio já pode ser ouvido aqui.
Toda a temporada disponível aqui.
Texto: José Reis
Fotos: Rui Meireles