Nunca se é tarde para começar e nunca se é tarde para continuar a ganhar prémios, por muito que a idade comece a pesar. No atleta de remo é um exemplo de que a idade é mesmo aquilo que quisermos fazer com ela, sendo hoje um exemplo para os mais novos na longevidade e nas vitórias que conquista. É mais um dos atletas apoiadas pelo Programa de Patrocínio a Atletas de Alto Rendimento e de Elevado Potencial Desportivo da Câmara Municipal do Porto.
Ser-se campeão com menos de 20 anos tornou-se uma imagem habitual em vários desportos. Dizem que a força física, aliada à mentalidade jovem, são a fórmula perfeita para se criar um verdadeiro desportista de elite.
Mas o que representa ser-se campeão com mais de 40 anos? O que sente alguém que consegue ser o melhor do mundo com uma idade que muitos acham que representa já o final de um percurso?
Nuno Coelho é atleta de remo e consegue, ainda hoje, tempos que o fazem ser um dos melhores em várias categorias. Para isso é preciso que o corpo contrarie a evolução natural da vida e que quando tudo parece estar numa fase descendente, fazer acreditar que é sempre possível ser mais, ser melhor.
Depois de vencer várias competições nacionais e internacionais, os desafios continuam a ser encarados como sempre foram: com coragem, confiança e com a vontade de continuar a superar-se constantemente.
Porque ser um atleta de alta competição com mais de 40 anos não será, seguramente, a mesma coisa que ser um atleta com pouco mais de 20. Requer mais atenção ao pormenor e saber ouvir o corpo de uma forma mais apurada.
Mas a idade nunca será um fator de decisão para se deixar de competir ao mais alto nível. Pelo menos é nisso que pensa, quando se prepara para uma prova, quando entra em competição, quando corta a linha da meta, qualquer que seja o resultado.
É como se esse fosse um elixir para a vida, uma fonte que fornece sais adicionais para que um campeão se mantenha campeão, passem os anos que passarem.
O episódio já pode ser ouvido aqui.
Toda a temporada disponível aqui.
Texto: José Reis
Fotos: Rui Meireles