É um dos novos talentos da esgrima nacional, um valor que promete ganhar espaço – e títulos – nos próximos anos. Começou impulsionada pelos desenhos animados que via, mas rapidamente percebeu que ela ali, com o cuidado e a delicadeza de um desporto que se aprende e pratica com a mente, que conseguia descobrir capacidades que desconhecia, até então. Inês Duarte é mais uma das atletas apoiadas pelo Programa de Patrocínio a Atletas de Alto Rendimento e Elevado Potencial Desportivo da Câmara Municipal do Porto.
Há quem diga que a arte e o desporto são áreas que raramente se tocam, que se encontram apenas de forma esporádica. Há quem diga que têm lógicas que não se cruzam, espaços de ação e criação que não se tocam, tempos diferentes para resultados distintos.
Mas há mais de comum na arte e no desporto do que aquilo que imaginamos. Há modalidades em que a arte do movimento, a delicadeza do gesto, a minúcia da técnica nos leva a olhar para elas como uma verdadeira coreografia, um bailado feito de pormenores, de imagens irrepetíveis, de sensações e sentimentos únicos.
Como se fosse nesse detalhe que se esconde a beleza do desporto que rapidamente se transforma em arte.
A esgrima será, porventura, um desses casos. Ali, os movimentos criam emoções e são o fio condutor para um desfecho pleno de delicadeza.
Inês Duarte conhece bem a importância deste detalhe. Atleta da modalidade, sabe que é nos pequenos gestos que se esconde o segredo para se criar um campeão.
É nesse cuidado e na força mental que reside a vitória, sabendo esperar pelo momento certo, pela técnica precisa, pelo desfecho esperado.
Como na arte, o segredo é saber esperar. Porque é naquele momento especial que se faz história - e que fica para a história de um atleta que se quer afirmar, cada vez mais, no desporto.
O episódio já pode ser ouvido aqui.
Toda a temporada disponível aqui.
Texto: José Reis
Foto: Rui Meireles