“ЯΛ́ЯΛ”, a nova criação de Catarina Miranda para a Companhia Instável, estreia nos dias 13 e 14 de fevereiro. Em cena, é convocado um corpo coletivo em constante mutação, convidando o público a habitar um território comum entre celebração, intensidade e vertigem.
Inspirada em tradições culturais onde o som assume um papel central – do Entrudo da Galiza e do Norte de Portugal às festividades Rara e Vodou do Haiti e ao Carnaval pernambucano –, o espetáculo parte do potencial físico dos instrumentos de sopro para ativar paisagens sonoras e sensoriais partilhadas.
Concebida para cinco intérpretes, esta peça parte da experiência da celebração coletiva enquanto espaço de dilatação, exaltação e transformação do corpo. Ritmo, dança e som constroem um ambiente sonoro onde os corpos atravessam estados liminares, entre a vigília e a vertigem.

A composição sonora de Clélia Colonna – com apoio de Jonathan Uliel Saldanha e desenho de som de Süse Ribeiro – articula-se com a construção de instrumentos sonoros por Sérgio Coutinho, a instalação lumínica de João Ferreira e a criação de máscaras exoesqueletais por Júlio Alves, dando forma a um ambiente cénico de forte impacto sensorial.
Em palco, os intérpretes e cocriadores são Duarte Valadares, Inês Luzio, Joana Sousa, Junis Becherer e Leo Calvino.
“ЯΛ́ЯΛ” é apresentado nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, e no sábado, dia 14, às 19h30, no Teatro Campo Alegre. Os bilhetes podem ser adquiridos nas bilheteiras do Teatro Rivoli, Teatro Campo Alegre ou online, em tmp.bol.pt.
Fotos: Tomás Laranjo