As caminhadas arrancam a 22 de março e realizam-se todos os domingos até ao final do ano.
O Matadouro – Centro Cultural do Porto apresenta o seu primeiro programa fora de portas, “Caminhos a Oriente”, apresentado publicamente por Jorge Sobrado, vereador da Cultura do Município do Porto, e João Covita, coordenador do projeto, no Centro de Convívio e Cultura de Areias.
Este projeto, que se propõe a um longo processo de inquérito ao território da Zona Oriental do Porto, arranca em 2026 com um programa de caminhadas participadas. Acontecem todos os domingos, até ao final do ano, com início já neste dia 22 de março, às 11h00. As inscrições estão abertas.

Segundo o vereador da Cultura, “este é um projeto errante, mas certeiro: vem desocultar uma paisagem sob um manto de invisibilidade, restituir-lhe memórias e vivências. O melhor modo de celebrar um Património é voltar a vivê-lo e imaginá-lo”.
O projeto Caminhos a Oriente nasce com a intenção de dedicar atenção cultural, artística e discursiva à Zona Oriental do Porto, fazendo do ato de caminhar um instrumento de (re)descoberta, leitura e partilha do território. Em cada caminhada, os seus participantes serão convocados a incorporar a própria atividade, contribuindo com a sua experiência de um caminho feito coletivamente.

A proposta e coordenação de João Covita, Diretor Executivo da Direção de Convergências da Ágora, orientaram o desenho do programa de 2026, desenvolvido por três curadores convidados, cada um assumindo um eixo programático como um campo de visão próprio deste vale historicamente fragmentado e pouco conhecido da cidade. O arquiteto e investigador Mário Mesquita é o curador do eixo “Povoamento – Territórios Transformados”, incidindo sobre as marcas e a ação humana na paisagem. A coreógrafa e performer Ana Rocha assume o eixo “Criação – Territórios Imaginados”, que explorará a criação artística em torno do Vale de Campanhã. Por fim, o sociólogo Virgílio Borges Pereira propõe, no eixo “Identidade – Territórios Vividos”, uma abordagem sociológica às memórias e rotinas dos habitantes da Zona Oriental do Porto.
Este programa reforça os princípios fundadores do Matadouro – Centro Cultural do Porto, no contacto com o território onde se insere, dando voz às comunidades e territórios da Zona Oriental do Porto.
Sobre o Matadouro – Centro Cultural do Porto
O Matadouro - Centro Cultural do Porto terá morada futura no antigo Matadouro Industrial do Porto, atualmente em reabilitação. Será um centro cultural ligado à cidade e à comunidade. Um espaço coletivo de encontro, partilha e construção, que desenvolverá um vasto programa suportado nos eixos identidade, património e criação, dentro e fora de portas, promovendo diálogos interculturais e interdisciplinares nos âmbitos local, nacional e internacional. Destacando-se como um dos principais edifícios requalificados pelo arquiteto japonês Kengo Kuma em parceria com o atelier portuense OODA, integrará o Museu das Convergências, um núcleo da Galeria Municipal do Porto, uma Biblioteca e Centro de Documentação e espaços para práticas artísticas comunitárias e educativas.
Mais informações em: www.matadouroporto.pt.
Fotos: Renato Cruz Santos / Matadouro - Centro Cultural do Porto