09/03/2026

Neste sábado, 14 de março, o artista Silvestre Pestana inaugura um novo trabalho na Galeria Municipal do Porto. Pensada para o primeiro piso do espaço, esta instalação de grande escala, com curadoria de João Laia, intitula-se “Colapso” e vem reafirmar a poesia experimental como ferramenta para interrogar o presente e a nossa relação com a promessa e o desgaste da tecnologia.

 

Com uma prática artística que, desde a década de 1960, atravessa a performance, o vídeo, a fotografia e o digital, Silvestre Pestana tem vindo a desenvolver uma obra onde a poesia se expande para além da palavra. Tendo como territórios de investigação o corpo como linguagem, a imagem em movimento e os primeiros computadores, o artista cruza arte e tecnologia, não só no campo formal, mas também como espaço de reflexão crítica sobre as transformações sociais provocadas pelo progresso técnico.

 

 

Em “Colapso”, regressa ao LED enquanto dispositivo emissor e signo cultural, explorando a sua aparente obsolescência como metáfora de ruína e excesso tecnológico. Entre invenção e crítica, a obra evoca a paisagem urbana através de símbolos visuais e textuais, reunindo ecos de trabalhos anteriores e ensaios de novas possibilidades poéticas.

 

Patente na Galeria Municipal do Porto até dia 28 de junho, a exposição inaugura em simultâneo com dois outros projetos – “Comissões” e “Pele do Mar” –, no dia 14 de março, a partir das 16h00. A entrada é gratuita. 

 

Fotos: Dinis Santos / Galeria Municipal do Porto 

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