“Disposofonia: Fonogramas, Arquivo e Colecionismo” é o nome deste novo ciclo que, ao longo de três sessões — 18 de setembro, 23 de outubro e 13 de novembro —, propõe novas formas de escutar o património sonoro da Fonoteca Municipal do Porto (FMP), explorando o disco de vinil enquanto arquivo de memória e como matéria-prima para novas experiências sonoras. As três sessões têm início às 18h30 e a entrada é gratuita.
O projeto desenvolvido entre a FMP e a Sonoscopia — associação cultural sediada no Porto e focada na criação, produção e promoção de projetos nas áreas da música experimental, sound art e música eletroacústica — tem como base a “disposofonia”, um neologismo criado pela Sonoscopia que “descreve o impulso ou a necessidade compulsiva de acumular sons — um impulso que oscila, de forma irregular, entre o rigor do arquivo e o afeto do colecionismo”.
Entre a preservação e a experimentação sonora, o programa propõe novas formas de escutar, manipular e refletir sobre o património sonoro da FMP e da Sonoscopia, explorando o disco de vinil tanto como arquivo de memória como matéria-prima para novas experiências sonoras.
A primeira sessão, no dia 18 de setembro, é de escuta comentada e participativa em que o público pode ouvir, ver e dialogar sobre materiais sonoros do acervo da FMP a partir de diferentes perspetivas e explorar a ativação de dispositivos e abordagens próprias da prática da Sonoscopia.
Já no dia 23 de outubro, o acervo da FMP será novamente o ponto de partida para um concerto e ativações pelo público, onde serão aplicados princípios de transformação do som original com recurso a dispositivos concebidos pela Sonoscopia.

A última sessão do ciclo, a 13 de novembro, é novamente de escuta comentada onde será feito um paralelismo entre os arquivos da Sonoscopia e da FMP, explorando pontos de contacto e diferenças através da multiplicidade de formatos físicos, das edições como forma de expressão artística e dos registos fonográficos não convencionais.
As sessões serão conduzidas por elementos da Sonoscopia — Gustavo Costa, Henrique Fernandes, João Ricardo e Vicente Mateus — e por Armando Sousa, da FMP.
Fotos: Renato Cruz Santos