06/05/2022

O Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica regressa para a 45ª edição e decorre entre 10 e 22 de maio de 2022. Serão apresentados 16 espetáculos (4 internacionais e 12 nacionais, sendo que 3 são estreias nacionais e 7 absolutas) oriundos de Portugal, Espanha, Chile, Argentina e Brasil. Do rol de espetáculos propostos, cujas temáticas se situam entre o luto, a disforia e o prazer, estes são aqueles que não podem mesmo perder nas próximas semanas.



“Orlando”, Albano Jerónimo / TN21

12.05 / 19h00 | 13.05 / 19h00 | 14.05 / 21h30 |

Rivoli


“Orlando” é uma reflexão sobre os tempos que vivemos, repletos de manifestações de violência com origem na discriminação e na intolerância. A direção é de Albano Jerónimo e o texto é de Cláudia Lucas Chéu, que teve como ponto de partida para este espetáculo a obra com o mesmo nome de Virgínia Wolf. É uma mescla entre a ficção e um apelo sincero à atenção para as questões de género e para as ondas de violência que estas originam, numa época que devia ser de tolerância e aceitação.

 


“Dragón”, Guillermo Calderón

14.05 / 19h00 | 15.05 / 16h00

Teatro Nacional São João


A obra do dramaturgo chileno Guillermo Calderón tem intrínseca a amargurada questão da violência contra os imigrantes no Chile. O espetáculo conta a história do coletivo teatral Dragón, que ocasionalmente reúne na Plaza Itália para decidir e planear a sua próxima instalação artística. Até aqui estava tudo bem, mas um conflito interno abre-se em dilema, e o tema escolhido é tão complexo e terrível ao ponto de os poder destruir. A única saída é criar uma peça de teatro que restaure a confiança.


 

“Fuck me”, Marina Otero

17.05 / 21h30

Rivoli


Fuck me” é o nome escolhido para o espetáculo disruptivo idealizado pela coreógrafa Marina Otero, enquanto recuperava de um acidente que a deixou imobilizada numa cama de hospital. Em palco, seis homens totalmente despidos entregam os seus corpos a uma dança que conta a história da coreógrafa chilena e analisa as marcas que a passagem do tempo deixa no corpo. Um espetáculo que vai além das fronteiras entre documentário e ficção, dança e performance, acaso e representação.



“Othelo”, Marta Pazos / Voadora

21.05 / 19h00 & 22.05 / 16h00

Teatro Nacional São João


A espanhola Marta Pazos reinventa a tragédia de Shakespeare e põe em cena questões tão atuais como o racismo, a xenofobia, a violência exercida sobre as mulheres, a construção de género e a manipulação. Othelo é a releitura de uma obra com quatrocentos anos que reinventa a história do militar que dá nome à peça, casado secretamente com Desdémona, filha do senador de Veneza, e nomeado regente em Chipre. Um espetáculo de dor e de raiva que adota um estilo de comédia muito musical e coreográfica.


 

“O primeiro sol”, Sofia Dinger & Miguel Bonneville

13.05 / 19h30 - 00h00

mala voadora


“O Primeiro Sol” é o primeiro ato de um trabalho que terá continuidade nos próximos 12 anos. É um acontecimento único com a duração de 4 horas e 30 minutos. É um convite para a leitura de um livro que só existe durante uma noite; Dinger e Bonneville escreveram-no no decorrer dos últimos quatro anos e disponibilizam-no para leitura apenas durante aquelas horas sem sol. Ao amanhecer, o livro desparecerá e só continuará vivo enquanto memória daqueles que estiveram presentes. 

 

Edição: José Reis

Fotos: FITEI

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