13/10/2021

A Sala Estúdio_Perpétuo, recém reaberta na Rua de Costa Cabral, recebe, de quinta-feira a sábado, a extensão do Festival IndieLisboa 2021. Um programa com três longas-metragens, premiadas na edição deste ano. Os bilhetes para as sessões custam 4,50 euros (com os respetivos descontos).


De quinta-feira, 14 de outubro, a sábado, 16 de outubro, o espaço acolhe assim uma seleção dos filmes premiados na edição deste ano do Festival. Uma oportunidade para acompanhar algumas das propostas mais promissoras feitas atualmente.


O programa arranca nesta quinta-feira, 14 de outubro, às 21h30, com a exibição de “Ney – À Flor da Pele”.



Um documentário de Felipe Nepomuceno que se centra no impacto das performances do músico Ney Matogrosso no seu público e de como influenciou (e influencia) a cultura brasileira, desde a segunda metade do século passado até à atualidade.


O filme, apresentado originalmente na secção Indiemusic, é uma antologia visual, composta maioritariamente por imagens de arquivo que acompanham as metamorfoses de um músico ímpar na cena brasileira (e mundial).


 

No dia seguinte, sexta-feira, 15 de outubro, a sala recebe a exibição do documento “Au Coeur du Bois”.


Uma viagem feita ao coração dos Bosques de Bolonha, feita através da câmara do realizador Claus Drexler. Neste pulmão verde que se estende ao lado da cidade italiana, há uma vida paralela a decorrer à própria cidade.


Para além dos habituais desportistas e passeadores de cães ao final do dia, prática habitual em muitas das cidades mundiais, há, neste local, almas místicas e estranhas que habitam cada segmento do espaço.



No coração deste bosque, retrato de muitos outros espalhados pelo mundo, são múltiplas as histórias de vida que se cruzam, mesmo sem se conhecerem ou trocarem qualquer palavra.


O filme, que será exibido às 21h30, ganhou o Prémio do Público para Melhor Longa-Metragem.


 

A fechar o programa, a extensão do Indielisboa ao Porto exibe ”Les Prières de Delphine”, de Rosine Mbakam, no sábado, 16 de outubro, às 21h30.


Este é o retrato de uma jovem oriunda dos Camarões. Tal como muitas jovens, faz parte de uma geração de jovens africanos esmagados pelas sociedades patriarcais, explorados pela colonização sexual ocidental como meio de sobrevivência (e subsistência num sistema que não os protege).


Delphine, assim se chama a personagem principal desta trama, expõe os padrões de dominação que acabam por aprisionar muitas das mulheres africanas apanhadas nesta rede.



O documentário foi o vencedor do Grande Prémio de Longa-Metragem Cidade de Lisboa.


As sessões têm o preço unitário de 4,50 euros, com descontos para estudantes e maiores de 65 anos (3.50 euros). Podem ainda ser feitas reservas para as sessões agendadas, enviando e-mail para info@salaestudio.pt.

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