A próxima sessão do ciclo que, todos os meses, apresenta obras de nomes emergentes do cinema português, é dedicada a Welket Bungué. São apresentadas as curtas-metragens e uma instalação do cineasta às 21h15.
Nascido em Xitole (Guiné-Bissau), Welket Bungué é ator, realizador e artista transdisciplinar. Na sua significativa carreira como ator, trabalhou com Patrícia Vidal Delgado, Ivo M. Ferreira, Burhan Qurbani, David Cronenberg, entre outros.
A formação em Teatro (ESTC) e Performance (UniRio) permite-lhe dar rosto e corpo às muitas curtas que realizou, tirando partido de uma grande amplitude interpretativa. A sua relação com as várias dimensões do cinema alarga-se, ainda, ao seu papel como produtor, argumentista e montador das suas obras.
Com filmes rodados na Guiné, em Portugal, no Brasil e em Cabo Verde, as histórias que conta, algures entre a ficção documental e o documentário ficcionado, centram-se na ideia de pertença cultural e histórica, bem como na experiência de migrante, de alguém que procura um espaço por entre redes estrangeiras.
De entre as mais de duas dezenas de trabalhos que assinou, o Batalha propõe uma seleção que reflete a natureza e autorrepresentativa da obra de Bungué: “Memória” (2022), “Mudança” (2020) e “I Am Not Pilatus” (2019). A sessão seguida de uma conversa com o realizador.
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À mesma hora, o Bar acolhe a instalação “Indiginatu”, com entrada livre. Produzido em plena pandemia, este filme desenhado para três canais apresenta cenários obscurecidos, de cenas naturais, ou com elementos de habitação, mas sem nenhuma ocupação humana.
A obra reflete sobre o que poderá estar para além da nossa civilização, num mundo devolvido a uma verdade natural.