O programa municipal inclui 15 projetos que terão apresentação até ao final do ano.
Com a abertura da convocatória em fevereiro, o Cultura em Expansão reforçou o seu compromisso com a promoção do envolvimento e articulação entre agentes de práticas artísticas contemporâneas e os territórios da cidade menos expostos a processos de criação artística.
Naquele que é o segundo ano do novo formato, os valores de 2026 representam um reforço do apoio em mil euros para cada modalidade, num valor global de investimento de 245 mil euros.
Os 15 projetos foram selecionados por um júri composto por Isabel Craveiro (atriz e encenadora), Lígia Ferro (socióloga), Max Fernandes (artista e professor), Raquel Ribeiro dos Santos (programadora e doutoranda) e Ricardo Seiça Salgado (investigador e performer).

“O Cultura em Expansão renova a promessa de uma política cultural que recusa fronteiras entre centro e periferia, aproximando criação artística, comunidades e territórios muitas vezes afastados dos circuitos culturais. Os projetos selecionados revelam uma cidade que se reconstrói a partir da participação, do encontro e do enraizamento — onde a cultura cria ligações, ativa memórias e abre novas possibilidades de vida coletiva”, sublinha Jorge Sobrado, Vereador da Cultura.
Rui Silvestre, diretor da Direção de Convergências da empresa municipal Ágora e coordenador deste programa, descreve o Cultura em Expansão como “um contributo importante para a redução da atomização social que hoje enfrentamos, para a construção de relações humanas e verdadeiras, para o conhecimento que temos da cidade e dos nossos concidadãos.”

Da programação agora proposta, destacam-se “Os Bordados da Berdadeira”, um conjunto de oficinas de bordado e conversas levadas a cabo por Gisela João com diferentes associações de moradores da cidade. Os encontros decorrem três vezes por mês, em diferentes momentos do dia, permitindo a participação de diversos ritmos e disponibilidades.
A associação Circolando apresenta, em julho, o espetáculo “Fome de Bola”, o resultado do acompanhamento de jovens da Zona Oriental do Porto durante dois anos na sua aventura pelo futsal e as dinâmicas implícitas do jogo. Este espetáculo é um ponto de partida para “Pele de Todos”, que será apresentado no último trimestre do ano.
A estrutura artística Frenesim leva vários coros ao futuro Matadouro – Centro Cultural do Porto, propondo uma “invasão” que é também uma celebração de vozes plurais naquele que é um marco histórico do tecido urbano e social da cidade, mas também um futuro espaço cultural.

A Sonoscopia convida para um Pic-Nic Melancólico junto ao Rio Tinto, feito de música, oficinas, atividades para as famílias e, como não poderia faltar, petiscos vários. A Confederação apresenta “A Lenda de Miragaya”, uma peça de teatro para os mais novos que recria uma das lendas mais antigas da cultura popular. O coletivo de investigação teatral também fará uma oficina de construção de um Teatro de Papel.
Por sua vez, o Coletivo Arisca ministrará três oficinas para os mais pequenos em vários espaços da cidade com base no jogo desenvolvido pelos próprios, PAR-ÍM-PAR.
Todo o programa do Cultura em Expansão pode ser conhecido em http://culturaemexpansao.pt.
Criado em 2014 pela Câmara Municipal do Porto, o Cultura em Expansão é um programa integrado no Gabinete de Arte e Coesão, projeto integrado na Direção das Convergências, que tutela também o Matadouro — Centro Cultural do Porto.
Projetos contemplados para cocriação comunitária:
O programa de criação participada contemplou as seguintes entidades e projetos a concurso:
Fotos: Renato Cruz Santos