04/02/2026

O Centro de Cinema assinala o Dia dos Namorados, a 14 de fevereiro, com duas sessões especiais.

 

Às 21h15, é exibido “But I’m a Cheerleader”, a ousada primeira longa-metragem de Jamie Babbit. Considerado um verdadeiro clássico de culto contemporâneo, o filme destaca-se pela sua sátira mordaz e pela crítica à heteronormatividade, aliadas a uma estética camp com cenários exagerados e humor irreverente.

 

Na história, Megan (Natasha Lyonne) vê-se como uma típica adolescente americana: é boa aluna, cheerleader e tem um namorado popular. Tudo muda quando os seus pais conservadores começam a suspeitar de que a filha é lésbica e decidem inscrevê-la num campo de terapia de conversão sexual.

 

 

Durante a estadia, Megan conhece Graham, uma adolescente rebelde e orgulhosamente lésbica. Como toque adicional à sátira, o filme inclui ainda um pequeno e irónico papel de RuPaul, no improvável papel de instrutor “ex-gay”.

 

“But I’m a Cheerleader” é antecedido por duas curtas-metragens. Em “Clotilde”, de Maria João Lourenço, acompanhamos uma mulher de três olhos que deseja apenas sentir prazer num planeta distante onde a reprodução é obrigatória.

 

 

Já “That Fertile Feeling”, de John O’Shea e Keith Holland, é uma comédia queer de espírito punk sobre duas amigas que passam o tempo a ver pornografia — até que uma delas engravida.

 

A sessão integra o ciclo “Rir para não Chorar: Mulheres e Humor no Cinema” e terá uma repetição a 19 de março, às 19h15.

 

Na compra de um bilhete para a sessão de 14 de fevereiro, o Batalha oferece um segundo bilhete — a promoção está disponível apenas na bilheteira física.

 

Também no Dia de São Valentim, às 15h15, há uma proposta dedicada às famílias: “A Família Dionti”, de Alan Minas.

 

Recorrendo ao realismo mágico para abordar o primeiro amor, a perda e a mudança social numa região do interior do Brasil raramente retratada no cinema, este drama acompanha um pai que cria sozinho os dois filhos. A mãe já não vive com eles — derreteu-se de amor.

 

Enquanto aguarda o seu regresso a cada chuva, numa região marcada pela seca persistente, o pai observa atentamente os filhos, temendo que tenham herdado o dom da mãe: Serino é árido e chora grãos de areia, já Kelton, ao apaixonar-se por uma jovem do circo, dissolve-se, literalmente, em amor.

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