11/11/2020

Já são conhecidos os vencedores da 2.ª edição do Prémio Paulo Cunha e Silva, distinção de artes visuais criada pela Câmara Municipal do Porto para artistas com menos de 40 anos. Em reunião no decorrer da exposição final do prémio, que pode ser visitada na Galeria Municipal do Porto até ao próximo domingo, o júri desta edição propôs premiar os seis finalistas – Basir Mahmood, Firenze Lai, Lebohang Kganye, Shaikha Al Mazrou, Song Ta e Steffani Jemison – e repartir o valor monetário de 25.000 euros entre todos.

 

Devido às restrições decorrentes da situação pandémica, o júri, composto por Isabel Lewis, John Akomfrah, Margarida Mendes e Shumon Basar, não teve oportunidade de visitar a exposição apresentada na Galeria Municipal do Porto e avaliar presencialmente a obra dos finalistas por si nomeados. Estas condições excecionais não permitiram igualmente que, antes da abertura da exposição, os seis finalistas pudessem instalar ou acompanhar a montagem das suas obras no espaço expositivo. Deste modo, os jurados consideraram que não foram reunidas as condições ideais para a atribuição do vencedor, tendo sugerido por conseguinte dividir o prémio monetário pelos seis finalistas.


O anúncio dos vencedores é feito, simbolicamente, no dia em que se assinalam cinco anos desde a morte de Paulo Cunha e Silva, médico, crítico de arte, curador de arte e vereador na Câmara Municipal do Porto (2013-2015), que marcou intensamente a cultura em Portugal e ao qual a autarquia dedicou este prémio como homenagem.


O júri tinha já analisado os portefólios de 48 artistas, selecionados por um conjunto de 16 curadores por eles indicados, selecionando, por fim, os finalistas agora vencedores. Estes são, nas palavras dos quatro jurados, “vozes – estéticas, éticas, técnicas – que articulam o momento atual, ou pressentem até o que está para vir”.


Basir Mahmood (Paquistão) recorre ao vídeo, ao filme e à fotografia para refletir sobre elementos sociais e históricos enraizados no quotidiano, enquanto Firenze Lai (Hong Kong) tenta expressar, nas suas pinturas e desenhos, estados de perceção expandida. Já a artista Lebohang Kganye (África do Sul) funde personagens fictícias com personagens “reais” para criar histórias, incorporando escultura, instalação e filme. A escultura é também o meio de eleição de Shaikha Al Mazrou (Emirados Árabes Unidos), artista fascinada pela materialidade na arte, que trabalha a cor e a forma para criar arranjos geométricos e abstratos.


Por sua vez, Song Ta (China) procura antagonizar as fronteiras estabelecidas entre definições de arte comercial e institucional com obras que exploram a conduta quotidiana de certos grupos da sociedade, enquanto o trabalho de Steffani Jemison (Estados Unidos da América) aborda a privacidade e a opacidade como estratégias de abstração e de resistência política.


A exposição que reúne as obras dos finalistas, agora vencedores, pode ser visitada até domingo, 15 de novembro, na Galeria Municipal do Porto. No fim de semana, o espaço estará aberto apenas entre as 10h e as 12h30, devido à implementação das novas medidas de recolher obrigatório.


A entrada é livre, estando sujeita ao limite máximo de 30 pessoas e demais regras de higiene e segurança atualmente em vigor.

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