Rivoli prepara aniversário e apresenta os próximos cinco meses de programação
16-01-2020
Foi no subpalco do Rivoli que esta quarta-feira foi revelado o novo ciclo de programação do Teatro Municipal do Porto. São 45 espetáculos e 67 apresentações entre março e julho, que incluem uma dezena de estreias absolutas e 20 coproduções, três delas internacionais. A temporada vai encerrar na Praça D. João I, com uma reprodução monumental, em cartão, de um edifício icónico da cidade, pelo arquiteto e coreógrafo Olivier Grossetête.

A um dia de começar a celebrar o seu 88.º aniversário, o Teatro Rivoli abriu as suas portas e deu a conhecer a programação da segunda metade da temporada de 2019/2020 do Teatro Municipal do Porto, numa apresentação que contou com várias surpresas ao longo da timeline que se foi revelando no subpalco do teatro.


Rui Moreira, que abriu a apresentação, começou por recordar que foi naquele mesmo espaço que, cinco anos antes, o então vereador da Cultura, Paulo Cunha e Silva, deu ali uma entrevista onde explicava o seu conceito de Cidade Líquida. Apesar do seu desaparecimento, em novembro de 2015, o projeto continuou e a cultura passou a preencher e a ocupar toda a cidade, abrangendo todos os públicos.


O Rivoli, que foi um dos motores dessa transformação, "é hoje o espelho dessa cidade", como lembrou, esta manhã, o presidente da Câmara Municipal do Porto. O autarca sublinhou que tanto a cidade como o seu teatro são "de todos e para todos". E o conceito de todos, neste caso, inclui também os agentes culturais, as companhias e os artistas que trabalham a partir do Porto, assim como - e cada vez mais - produtores, artistas e companhias vindos do estrangeiro.


Tudo isso permite ao Teatro Municipal do Porto apresentar uma "programação multidisciplinar, atenta ao mundo" e que assenta em grande parte nas parcerias com outras entidades, conquistando assim uma "crescente influência" a nível internacional, frisou, ainda.


Após a intervenção de Rui Moreira, coube ao diretor do Teatro Municipal do Porto, Tiago Guedes, conduzir os convidados por uma viagem aos próximos cinco meses de programação, através de uma instalação cronológica montada no subpalco.


De março até julho, são 45 espetáculos e 67 apresentações, incluindo dez estreias absolutas e 20 coproduções, três delas internacionais. E nestes números não estão ainda contabilizados todos os espetáculos da renovada parceria DDD + FITEI (Festival Dias da Dança / Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica), dois festivais que vão decorrer entre 18 de abril e 10 de maio. Os respetivos programas vão ser apresentados publicamente a 17 de março. 


Entre os vários destaques da programação apontados por Tiago Guedes, os convidados foram surpreendidos por duas performances: a primeira, com o Teatro Experimental do Porto e o músico Paulo Furtado, a propósito do espetáculo "ESTRO / WATTS", que será apresentado no Rivoli a 20 e 21 de março; e a segunda pela jovem Ana Isabel Castro, com "Marengo", que integra o programa dos 88 anos do Teatro Rivoli.


Em março, nos dias 25 e 26, assinale-se o regresso da belga Anne Teresa de Keersmaeker, com a sua companhia Rosas, que apresentará uma remontagem de "Achterland", coreografia dos anos 1990.

Em Abril, o suíço Martin Zimmermann estará pela primeira vez no Porto com a sua nova criação, Eins Zwei Drei, que cruza teatro e circo contemporâneo. Por sua vez, a rapper Capicua regressa ao Rivoli, no dia 4, para o lançamento do seu novo álbum "Madrepérola".


Maio trará ao Porto, via FITEI, Renata Carvalho, ícone do universo "trans" brasileiro, com o seu Manifesto Transpofágico. E o coreógrafo alemão Raimund Hoghe volta ao TMP com os seus mais recentes espetáculos de dança ,Canzone per Ornella e Postcards from Vietnam, ambos protagonizados por Ornella Balestra, bailarina italiana de 70 anos.  


Em Junho, arranca uma nova parceria do TMP com o Teatro Nacional de São João. A iniciativa União de Facto trará ao Porto "Bajazet, Considerando o Teatro e a Peste" (dias 12 e 13), criação do mítico encenador alemão Frank Castorf a partir de Artaud e Racine, com a francesa Jeanne Balibar no elenco.


Julho abre com mais uma edição do festival de circo Trengo, numa coprodução com a companhia Erva Daninha. E, para encerrar a temporada, entre 3 e 5 de Julho, o arquiteto e cenógrafo Olivier Grossetête, conhecido pelas suas reproduções monumentais, em cartão, de edifícios icónicos de várias cidades, vai ter ao seu dispor a Praça de D. João I para replicar um monumento emblemático do Porto. 

 

Acompanhe aqui toda a programação do Teatro Municipal do Porto.