Galeria Municipal do Porto apresenta 14 exposições até agosto de 2021
21-02-2020
A programação da Galeria Municipal do Porto para os próximos 18 meses foi apresentada esta sexta-feira. A temporada que agora se inicia vai incluir seis exposições coletivas e outras tantas individuais, a que se juntam mais duas exposições fora de portas incluídas no projeto Anuário.
A nova temporada da Galeria Municipal do Porto, ontem revelada, vai estender-se até agosto de 2021 e apresentar 14 exposições coletivas e individuais. 

A programação foi apresentada pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e por Guilherme Blanc, diretor artístico da Galeria Municipal e também responsável pelo departamento de arte contemporânea e cinema da empresa municipal Ágora, numa noite em que o público pode ainda assistir a uma performance de Nástio Mosquito, a um DJ set pela artista e performer Odete e ao lançamento da publicação "Politics of Survival", editado por Carlos Costa, Gabriela Vaz-Pinheiro e Jorge Palinhos, referente ao curso homónimo dos Colectivos Pláka.

Em dia de luto municipal, pela morte do ensaísta e deputado municipal Pedro Baptista, a sessão de apresentação manteve-se, "porque estou certo de esse seria também esse o seu desejo. Foi, aliás, também com uma festa que homenageámos Paulo Cunha Silva no dia da sua morte", como recordou Rui Moreira.

O autarca explicou que a programação agora apresentada vai estender-se por 18 meses, "precisamente porque é o tempo que medeia até às próximas eleições. Espero que, nessa altura, a cidade não caia novamente na sombra".

Ao longo deste próximo ano e meio, a Galeria Municipal do Porto dará continuidade ao seu programa regular de exposições e iniciativas dedicadas à arte contemporânea, renovando assim o seu propósito de estimular uma reflexão sobre tendências artísticas e discursivas, promovendo uma análise sobre o estado da contemporaneidade através da arte.

"Este é nosso compromisso para com a cidade e o seu património artístico, mas também com a própria Galeria Municipal como espaço informal dedicado à arte contemporânea", sintetizou Guilherme Blanc, destacando a exposição "Que horas são que horas", com estreia a 12 de setembro, para ilustrar o papel que uma Galeria Municipal deve ter numa cidade.

A programação para este novo ciclo irá dividir-se em duas vertentes: o Piso 0 da Galeria Municipal será dedicado a 6 exposições coletivas que partem de uma investigação e reflexão sobre um tema da contemporaneidade; no piso superior, serão apresentadas 6 exposições individuais de artistas. Transversalmente, o programa provoca parcerias internacionais com curadores e instituições, com vista ao desenvolvimento da prática artística nacional.

Paralelamente, o Projeto Educativo foi reformulado - mantendo a oferta à comunidade escolar de visitas guiadas, percursos, workshops e participação em ações dos Programas Públicos - e aumentado com o PING! - Programa de Incursão à Galeria. Dirigido a jovens adultos, o PING! será desenvolvido entre a Galeria Municipal e as escolas do Porto, tendo como objetivos principais encorajar o pensamento e estimular linguagens artísticas.

Também incluído na programação está o projeto Anuário e as suas duas exposições "fora de portas". A primeira, "Anuário 19", inaugura já a 5 de março e é realizada em parceria com a Fundação da Juventude no Palácio das Artes.

A temporada na Galeria Municipal arranca, por sua vez, a 14 de março, com a inauguração em simultâneo de "Máscaras" (Masks), com curadoria de João Laia e do lituano Valentinas Klima?auskas e da exposição "Apesar de não estar, estou muito", de Diogo Jesus, com curadoria de João Ribas, patente na Mezzanine. 

O programa completo da nova temporada da Galeria Municipal do Porto pode ser consultado aqui.